20 de fevereiro de 2006

A Razão da Gripe das Árvores

arvores

Porque foi recentemente detectado um caso mesmo aqui ao lado, na vizinha Espanha, convém sempre lembrar:

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu hoje um comunicado a alertar para o risco de uma nova pandemia designada por «gripe das árvores». Embora ainda não existam casos de contaminação de humanos a OMS alerta para o risco do vírus sofrer mutações rápidas que possam vir a ser prejudiciais para a saúde humana. Os primeiros focos de infecção de árvores surgiram na região de Tugunska, na Sibéria há 2 semanas atrás, tendo sido detectados novos casos esta semana na região de Innsbruck, na Áustria. A OMS acredita que com os movimentos migratórios das árvores, o risco se possa alargar a toda a Europa Ocidental no espaço de um mês.
A OMS alerta ainda para o facto do vírus se desenvolver a velocidades diferentes de espécie para espécie de árvore, havendo potencialmente árvores mais perigosas que outras. A estirpe mais letal parece ter-se desenvolvido no Carvalho, tomando a designação de «gripe do carvalho» mas existem outras espécies igualmente perigosas.
Portugal é, segundo a OMS, o país europeu melhor preparado para enfrentar a gripe das árvores, não porque tenha aprisionado vacinação suficiente para a sua população, mas porque tem paulatinamente dizimado pelo fogo a sua população de árvores nos últimos 10 anos. Só em 2005 arderam 300.000 hectares de árvores de variadas espécies, correspondendo a 25% do total de área ardida na Europa do Sul.
A Direcção Geral de Saúde (DGS) já emitiu uma circular a desdramatizar a situação, afirmando que o risco da gripe das árvores entrar em território português é mínimo, e embora estime que 6.000 portugueses possam vir a ser vítimas de quedas de árvores durante 2006, nada disso estará directamente relacionado com o vírus.
A DGS publicou entretanto no seu site uma lista de árvores que poderão constituír maior risco para a saúde pública e com as quais deveremos tomar precauções:

Carvalho – por poder conter a estirpe mais perigosa do vírus. Se virem um carvalho rouco ou com uma leve espectoração queiram reportar às autoridades locais.

Eucalipto – apresenta um risco elevado de contágio. Os sintomas do virus são visiveis a olho nú, apresentando o eucalipto um tom esverdeado e escarrando copiosamente. Se o escarro fôr verde reportem às autoridades locais.

Pinheiro Manso – apresenta um risco nada manso e é a árvore com movimentos migratórios mais rápidos, podendo deslocar-se a uma velocidade de 2,5mm por hora. Se depararem com um pinheiro manso a lacrimejar seiva e a praguejar, informem as autoridades locais.

Sobreiro Alentejano – embora se mova muito muito devagar o risco de contágio é elevado, principalmente nas árvores que já foram descascadas. Os sintomas de contágio assumem a forma de arroto prolongado e de comichão nas partes baixas. Se detectarem um sobreiro a alucinar de comichão, reportem às autoridades locais.

Como não houve aprovisionamento de vacinas que cobrissem o total da população, a DGS recomenda a utilização da posologia tradicional, tendo colocado bidons de gasolina e serras mecânicas à disposição de todos os portugueses.

Publicado originalmente em 20 de Outubro de 2005.

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