12 de novembro de 2006

A Razão Abrupta

Retratos do trabalho em Taiyuan, China
(isto não interessa para nada, mas aparentemente é intelectual chic)
intelectual chic

11 de novembro de 2006

A Razão de Cabeça Perdida

perder a cabeça
Se alguma vez perder a cabeça espero que alguém honesto a encontre e a entregue nos Perdidos e Achados.

George Carlin

10 de novembro de 2006

A Razão do Insulto Gratuito

insulto gratuito
Por mais incrível que pareça, há malta que não aprecia o insulto gratuito. Ficam chocados com aquilo e reagem mal. Num país onde toda a gente quer tudo à borla, há aqui qualquer coisa que me escapa. Preferem pagar para ser insultados?

9 de novembro de 2006

A Razão Daltónica

daltónica

Quando a Protecção Civil decide lançar um alerta vermelho é bom que tenha consciência que está a meter os daltónicos num belo sarilho.

7 de novembro de 2006

A Razão dos Esquemas

esquema
No que toca a esquemas, os portugueses são imbatíveis. Não há povo no mundo que consiga produzir tanto esquema em tão poucos quilómetros quadrados. Se estão a pensar nos brasileiros, esqueçam: apesar de terem aprendido connosco a arte e de serem mais 140 milhões do que nós, não nos chegam aos calcanhares quando analisamos a quantidade de esquemas per capita.
Tudo o que acontece em Portugal faz parte de um esquema qualquer, iniciado por alguém, para lixar outrem. Quando olhamos à nossa volta, é impressionante a quantidade e variedade de esquemas que diariamente nos passam pela frente. Temos esquemas que chegam todos os dias às páginas do jornais, e quando isso acontece sabemos que se tratam de esquemas mal feitos, porque os esquemas bem feitos e bem montados são como os crimes perfeitos: ninguém os topa.
Estamos tão habituados a viver neste esquema que já não ligamos para a maior parte dos esquemas. É como se fizessem parte do esquema. São os chamados esquemas habituais. Acontecem tão naturalmente como o ar que respiramos e, não alinhar neles, é capaz de nos sufocar.
Temos também os velhos esquemas. Aqueles esquemas bafientos e instituídos que, quando denunciados pela comunicação social, acabam por se tornar esquemas manhosos e são substituídos por esquemas mais modernos.
A dimensão dos esquemas também é importante nesta telenovela mexicana: normalmente quem está envolvido em grandes esquemas e é apanhado, goza de uma espécie de glorificação bacoca e sai normalmente impune do esquema – o que leva a crer que há uma espécie de respeito e admiração velada e boçal por quem é um grande esquemático. Aqui, neste rectangulozinho, é prestigiante enganar muita gente. Ao contrário, o pequeno esquema (também designado por esquemazinho) é altamente penalizado. O lema parece ser «se roubares, rouba com estilo e em grande».
Temos finalmente uma classe de esquemas que parecem estar directamente relacionados com a necessidade de protagonismo mediático que os portugueses de classe média têm vindo a desenvolver na última década: são os esquemas marados (também designados por esquemas dos caraças). O objectivo destes esquemas é dar nas vistas, tentando assemelhar-se aos grandes esquemas, numa tentativa vã e desesperada de poderem ser considerados inteligentes, com o decorrente prestígio que daí advém. É claro que isto só denota a estupidez atávica de quem os cria – é tido e sabido que um esquema, para ser grande, tem que ser acima de tudo muito discreto. E os esquemas marados têm invariavelmente a discrição de um elefante numa loja de cristais...
Estão a ver o esquema?

4 de novembro de 2006

A Razão dos Avisos de Cabine

avisos de cabine
«Senhoras e senhores, o avião está a estabilizar e, em breve, atingiremos a velocidade de cruzeiro. Isto quer dizer que o pessoal que está no cockpit vai descontrair e fumar umas coisas que trouxeram do Havai. Depois de umas seis passas, desligam o piloto automático, tiram as mãos dos comandos e deixam o avião fazer o que entender durante uns minutos. O comandante sugere que mantenham os cintos de segurança apertados a não ser que tenham uma vontade muito grande de ficar com um traumatismo craniano.
O comandante acaba de desligar a luz de obrigatoriedade de manter os cintos apertados. Foi sem querer. O charro que estava a fumar caiu-lhe no colo, e quando se levantou, bateu com a cabeça no botão.
O comandante desligou a luz de obrigatoriedade de manter os cintos apertados mas avisa que é melhor manterem-se atentos porque, às vezes, estes aviões não funcionam tão bem como desejável.
O comandante ligou a luz de obrigatoriedade de manter os cintos apertados outra vez. Também acaba de enfiar meio quilo de nozes pelas narinas acima. Por isso, é melhor serem vocês a decidir o que querem fazer com os cintos.»


George Carlin

1 de novembro de 2006

A Razão da Secessão

Secessão

Até aos vinte anos, pelo menos, acreditei que a Guerra da Secessão era apenas um erro de revisão.


Millôr Fernandes