Eis que o autor (este tratamento na terceira pessoa só indicia que o estado mental do autor está cada vez mais deteriorado, facto que passa perfeitamente despercebido na blogosfera) parte de novo para o recrutamento de mais uma tribo somali nos arredores de Mogadíscio.
A tribo anterior «estragou-se». O autor tem estes problemas recorrentes com as tribos somalis que frequentemente importa para o país: enquanto não percebem a língua está tudo bem, são diligentes e cumpridores. Depois começam a aprender umas palavritas em português, começam a ler jornais, começam a ver televisão, começam e conviver com o funcionalismo público, e estragam-se. Em apenas três meses uma tribo de somalis vigorosos torna-se num grupo de bandalhos a coçar a micose, e a inscrever-se num qualquer centro de desemprego. Nem a alteração química da sua testosterona resolve o assunto. O autor acha que é um problema de assimilação cultural. E quando as coisas roçam o aspecto cultural o melhor é resolver o assunto recrutando, por mais três meses, somalis sem vícios lusos.
Assim, durante esta semana, o autor deixar-vos-à Razões em Conserva, daquelas com prazo de validade ilimitado e que ficam bem em qualquer blog.
24 de julho de 2006
A Razão do Recrutamento
23 de julho de 2006
22 de julho de 2006
21 de julho de 2006
19 de julho de 2006
A Razão de Bolonha
Seja médico em apenas três semanas! Sim, graças ao nosso programa acelerado, pode ser médico em apenas três semanas e só tem de estudar vinte minutos por dia. Ou torne-se dentista numa tarde. Não gosta do seu emprego actual? Não se enquadra no mercado de trabalho? Seja médico. Ou dentista. É fácil. Ligue já e incluiremos um curso de enfermagem para a esposa. Aliás, até podemos fazer da sua esposa uma enfermeira por telefone. Ligue para a Faculdade de Medicina Acelerada já! Não seja otário. Seja médico.
18 de julho de 2006
A Razão do Amigo Imaginário
Amigos imaginários, estão a ver? Bem, se não estão a ver é porque ou eles são invisíveis, ou vocês fazem parte daquela malta que teve uma infância normal, e que não via seres esquisitos em todos os cantos da casa. O que só abona a vosso favor.
A mim fazem-me impressão os amigos imaginários. Uma criança que fala com um amigo que não está lá, para mim, não sofre nem de problemas de solidão nem de histeria criativa: é um perfeito anormal com distúrbios mentais preocupantes que só a permissividade bacoca dos pais faz com que pareçam normais manifestações do processo de crescimento. Não me lixem. Um gajo que fala com seres invisíveis não pode ser levado a sério, tenha lá a idade que tiver. É por estas e por outras que gajos como o José Sócrates acham que podem ser primeiros ministros do país, falando diariamente para 10 milhões de amigos imaginários. Algum de vocês é amigo do José Sócrates? Duvido. Mas caso algum de vós tenha alguma dúvida sobre esta questão recomendo uma tribo somali com a líbido quimicamente adulterada.
Voltando ao assunto: não acho normal que se imagine um amigo de existência questionável; não acho normal que se mantenham relações de amizade com o éter (a não ser que, desde muito cedo, se aspire a uma carreira no ramo farmacêutico); também não acho normal que se entabulem diálogos esquisitos com o vazio, alegando que se está a falar com um amigo imaginário. Acho tudo isto muito doentio.
Durante a minha infância (às tirinhas e em formato de cartoon hilariante) nunca me deu para inventar um amigo imaginário. E sempre considerei esta postura como um sintoma de ausência de maturidade intelectual. É verdade. Nunca houve um único amigo imaginário na minha infância. Eram todas amigas. Bem reais, por sinal. E uma delas fazia coisas que eu nem me passava pela cabeça imaginar. Ganda maluca!